sábado, 13 de agosto de 2011

Fazendo arte

Era algum dia preocupante da minha infância, onde eu havia esquecido de fazer o trabalho de artes. A professora era maligna não iria perdoar meu erro, estava condenado a sofrer com as consequências.
A aula de artes era última, por isto havia uma esperança que a professora poderia ter faltado, e como torci pra isto, mas no recreio recebo a trágica notícia que ela estava presente.

Oh! Meu Deus! Agora faltavam duas aulas antes da dela, precisava agir rapidamente, foi quando tive a brilhante ideia:

- Professora... aí,aí.... posso ir embora, não estou me sentido bem!

- Vá até a secretaria para ligarem para sua casa!- Me dirijo até a secretaria e dou a notícia sobre meu estado. A secretária me pergunta:

- O que você tem?

- Estou com dor de barriga!

- Tome o papel higênico, o banheiro é logo à direita!- peguei o papel, frustrado porque naquele instante minhas esperanças foram por privada abaixo. Voltei a sala, todos estranharam meu retorno, aparentemente melhor.

Passou as aulas, faltava um minuto para temível aula de artes, foi quando observei uma outra série saindo mais cedo, e outra brilhante idéia surgiu em minha cabeça, antes mesmo da professora entrar, arrumei minhas coisas e disse:

-Professora, eu tô passando mal, e a minha mãe só chegou agora em casa! Então estou indo, semana que vem te entrego o trabalho!- e assim me livrei uma terrivel bronca ou até de uma grave suspensão.

No dia seguinte, pergunto aos meus colegas o que havia perdido:

- E aí entregaram o trabalho de artes?

- Não, ontem agente só começou a fazer!- falou meus colegas estranhando.

- Peraí ontem não era para entrega!

- Não!- foi quando lembrei que a professora havia dado o recado que iriamos começar o trabalho naquele dia, fique preocupado por nada, mas pelo menos descansei mais que meus amigos!

-Ah! - disse uns dos meus colegas- A diretora que falar contigo, ela quer saber porque você saiu mais cedo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Barbeiragem


Algum dia da minha infância, passava na tv um comercial de um homem se barbeando, e eu admirei aquele fascinante momento que um homem passa na vida. Naquele mesmo instante fui ao banheiro, peguei o barbeador e finigi me barbear, mas rapidamente minha mãe interveio:

- Menino! O que você está fazendo! Não sabe que isto pode cortar seu rosto feio! - e lá se foi a minha diversão.

No dia seguinte, não resisti,, peguei o barbeador e começei a fingi me barbear novamente, fiquei passando de uma lado ao outro, mantendo uma distância para não me cortar, mas com o passar do tempo aquela brincadeira já estava ficando chata!

Tive uma idéia peguei o barbeador e começei a passar em uma das minha costeletas, com certo receio raspei, e não me feri! Então passei novamente até o último fio!

Quando já raspado uma costeleta, achei melhor deixar a outra pro dia seguinte. Demorou, mas a minha mãe percebeu que eu estava com apenas uma costeleta, me xingou de vários nomes,e para o meu problema a solução era cortar a outra.

Na escola, sem as costeletas, na escola, meus amigos riram de mim e perguntavam:

- Porque você fez isso?- e eu respondia:

-Ah! Promessa!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O chiclete


Era algum dia da minha infância, minha mãe me chamou para uma missão: comprar pão. Me dirigi até a padaria e comprei os pãezinhos como minha mãe havia pedido, mas para a minha surpresa, veio de troco muitas moedas, nunca tinha visto tantas, minha mãe estava rica, poderia comprar vários chicletes.

Então resolvi comprar apenas um chiclete, pois o dinheiro não era meu e também minha mãe não ia sentir falta de uma moedinha, então comprei o chiclete, desembrulhei e masquei, estava tão bom quanto previa.

Quando chego em casa, entrego os pães para minha mãe , o troco também, parei de mascar para minha mãe não perceber. Foi quando ela anunciou:

- Vamos tomar o café!- e agora! Não podia continuar com o chiclete na minha boca, poderia engolir e parar no hospital! Também não podia cuspir, ainda havia sabor, eu tinha que guardar, mas aonde? Me olhei no espelho e encontrei o esconderijo perfeito.

Tomamos o café que estava maravilhoso, estava tão bom que até esqueci do chiclete. Só lembrei no dia seguinte. Quando acordei, fui tentar tirar minha cabeça do travesseiro, mas não consegui, quanto mais força eu fazia mais o travesseiro puxava meu cabelo, começei a chorar, foi quando minha mãe foi me socorrer e rapidamente identificou o problema:

-Meu filho, porque tem um chiclete grudado no seu cabelo?